domingo, 7 de abril de 2013



Nunca escrevi sobre ti. Nunca pensei, nunca sequer me passou pela cabeça limitar-te a um dos meus devaneios psicadelicos.
Escrever sobre ti, ou mesmo para ti é e sempre será algo quase impossivel. Jamais conseguiria capturar a tua verdadeira essencia em palavras, e escrever-te sobre o quanto te amo sempre
me pareceu... nem sei...
Parece-me inutil. Parece-me esforço em vão. Porque tu sabes que te amo. E não há mais tema. Tudo fica dito numa frase, quando no fundo aquilo que por dentro de mim passa é tanto mais.
Aquilo que há dentro de mim... Como se descreve o desejo insaciavel de alguem? Como se explica que cada dia fica melhor por acordar ao teu lado?
Recordo as noites passadas longe de ti, as longas horas de insonia e saudade, os suspiros pela tua presença, a ansia do toque da tua mão na minha.
Recordo com um sorriso as mil e uma conversas animadas ou não, sobre tudo ou nada, horas das nossas vidas anteriores. Recordo a certeza de que nunca ninguem me conheceu como tu
conheces. Mostrei-te tudo de mim, e continuo a procurar mais para mostrar.                                        
Desejo conhecer cada pedaço de ti. Parece obsessivo não?
Desejo estar sempre perto de ti porque tu acalmas as trevas que me assolam, porque tu tantas vezes foste a unica pessoa com quem eu podia contar.
Porque tu conheces-me a mim, conheces as personagens e as trevas e de alguma forma continuas a ver a minha luz, ainda hoje.
Conheces e partilhas a necessidade de renovação interna e externa, bem como a busca de paz.
Sinto o amargo sabor de te perder. Pior de cada vez que acontece.
Sei o quão sufocante eu posso ser.
O quão ansioso.
Falham-me cada vez mais as palavras. É também por isto que não tento escrever sobre ti.
Preciso de mais que palavras para te mostrar aquilo que quero que vejas comigo.
Preciso de mais que palavras para transmitir tudo aquilo que precisaria. Precisaria de uma vida para escrever o que vivi enquanto te amava. Mas pretendo viver uma vida a amar-te, não a
escrever sobre memorias.
Quero-te. Desejo-te. Anseio pelo abraço da tua alma, pelo toque das tuas palavras, pelo sabor do teu perfume...
Obsessivo, psicopata... quase.
Porque partilho contigo aquilo que será sempre o mais importante da minha vida, o nosso filho.                                                                                      
Porque quero que sejas livre e feliz e que acordes com um sorriso por um novo dia, todos os dias... porque a tua felicidade para mim é importante, tanto (sê honesto ao menos, mais) que
a minha.
Amo-te. Desde o primeiro dia em que te vi. Até ao ultimo dia da minha vida. Não importa o que se passe, ou onde estejamos na altura, juntos ou separados, esta será a realidade.
Jamais conhecerei alguem como tu, jamais partilharei com alguem o que partilhei contigo.
Jamais a minha porta se fechará para ti, não importa o estado de alcoolemia em que eu possa estar (e esta casa pelo menos por agora parece a Arabia Saudita).
Delirio escrito sob efeitos psicadelicos... Desculpa, mas seria incapaz de te escrever isto de outra forma. Penso se deveria sequer mostrar-te. E caso o fizesse, como?
Preciso de um capuccino.


segunda-feira, 1 de abril de 2013

E tu és a unica certeza que tenho neste momento, o unico pilar inabalável do meu pequeno mundo instável e inconstante, e o amor que sinto por ti é tudo aquilo que me prende a este mundo dito real quando nada parece para mim fazer sentido.
Tenho medo sabes? Tenho medo que ao perceberes isto te assustes. Não vou ser consumido pelo meu amor. Não estou dependente de ti mais do que tou de qualquer outra coisa na minha vida. Mas no entanto os momentos que passo longe de ti parecem-me longos e penosos, as noites frias da tua ausencia custam a passar. Não sei como te mostrar sem ser assim, a unica forma que ainda tenho de passar algo cá de dentro para esse mundo onde todos vós existem, a minha derradeira forma de escape a tudo o que considero monotono e restritivo.
Gostava de conseguir falar contigo, poder contar-te tudo o que sinto, mas o mero pensamento do teu maravilhoso sorriso a desaparecer se percebesses tudo o que se passa cá dentro previne-me de sequer formular a primeira palavra.
Isolei-me. Cortei as relações com o mundo há muitos anos. Deixei de existir nele e para ele. Reparaste hoje meu amor? Tive realmente dificuldade em me manter atento, em não me deixar divagar para os recantos da minha mente e do meu mundo pessoal. Ah se eu pudesse...
Gostava de te entregar uma chave deste mundo como te entreguei a chave de minha casa, convidar-te a entrar e ver por ti o que se passa quando não estás, quando estás, sempre... Mas não posso. Não é tão simples como eu gostaria, e há demasiado tempo que não sei o que é esforçar-me por algo, até agora. Não sei onde restam algumas forças no meu ser, mas de onde quer que elas venham, serão usadas para a tua felicidade, para a nossa, pois ao ver-te feliz estarei feliz, independentemente dos estados de espirito em que possa estar, de tudo o que possa querer fazer ao resto do mundo, sei que enquanto me quiseres aqui ao teu lado, aqui estarei, e sei que consigo resistir a tudo enquanto assim for. Estou preparado amor. Sei que não parece... mas estou.
Não sei como te mostrar tudo. Mas sei que encontrarei uma forma.
Amo-te. Hoje, sempre, para sempre.
- Encontrámo-lo.
- Como?
- Tenho agentes nesta area. Tenho a localização dele.
- Onde.
- Castelo.
- Parece-me uma armadilha. Quão quente é a noticia?
- 5 minutos.
Estavam num beco não muito longe, uns 15 minutos a pé do local referido, um sitio escondido com uma curva para lado nenhum senão predios altos. Eram dois, um mais pequeno, de aspecto agil, que falava com poucas palavras, e o outro, da mensagem, um pouco mais alto, tendo um metro e setenta e cinco, com musculos nao volumosos mas visivelmente tonificados e habituados a ser usados.
O mais pequeno estendeu o braço esquerdo perpendicular ao corpo, palma para cima.
Acima da palma da sua mão uma pequena distorção esférica de cerca de 10 centimetros de raio apareceu do nada, começando a aparecer corvos a voar de lá, 12 no total, que se foram empuleirando nos sitios onde podiam no beco.
O portal fechou e o homem falou:
- Encontrem-no. Está no castelo. Quero ver.
O bandos levantou voo quase sem um som, desvanecendo-se no céu alaranjado do por do sol.
O mais alto falou:
- E agora?
- E agora o quê? Castelo. Corre.
E começou a correr beco fora, desaparecendo na esquina da vista do outro homem.
Um suspiro de irritação escapou aos labios de Griver. Sentia-se inquieto. Não sabia se era do repentino e aparentemente facil resultado, ou das chamas alaranjadas do ceu, mas não se sentia calmo o suficiente. Ele apenas havia sido contratado para "Encontrar, observar e intervir caso necessário.".
Griver recebera a descrição, bem como um pequeno conjunto de supostos objectos que poderiam ser usados para ajudar a busca.
Atirara com esse conjunto para um canto da sala de casa e esquecera-se que ele existia.
Ele tinha os seus metodos de encontrar pessoas e coisas.
Acabou por seguir a correr tambem, se bem que a um passo mais lento que o outro. Sabia o caminho que ele iria fazer. Não pretendia perder tempo e seguiria por um atalho...

Rev, o homem dos corvos seguia correndo, as vestes e calçado leves a ajudar no rapido progresso pelas ruas que o separavam do algo. Corria leve e agil, desviando-se no ultimo momento de qualquer objecto ou pessoa, deixando uns quantos transeuntes a olhar para ele a continuar caminho com insultos contidos ou não.
Não lhe interessava. Sabia que os seus corvos tinham ja visão do alvo e a noite estava a cair depressa. Apesar de a iluminação da cidade começar a acender, a visibilidade dos céus estava a começar a ser quase impossivel.
Continuou a correr mais alguns minutos antes de chegar à subida do antigo castelo.
Parou ao inicio da mesma, olhos fechados, respirando calmo, partilhando a visão dos seus corvos.
O seu alvo continuava no mesmo sitio, mal se tendo mexido desde que o primeiro corvo o localizou.
Parece demasiado simples. Rev é um assassino. Discreto quanto baste e eficaz nos contratos, havia sido chamado a este por meio de um intermediario de algum cliente que não queria mostrar a face.
Recebera a descrição e um conjunto de objectos que poderiam ajudar a localizar o alvo.
Observara-os com atenção durante horas antes de prosseguir as acções que culminariam agora. Permite-se a si mesmo rever as "pistas".
Um punhal de prata com simbolos indecifraveis. Mantivera-o consigo por parecer uma lamina semi-util eventualmente, e leve o suficiente para não o perturbar.
Recebera um livro com bastantes simbolos arcanos escritos em caracteres miudos ao longo de paginas a fio. Perdera bastantes horas com estes, tentando dar sentido ao possivel significado, mas alem de algumas passagens mais reconheciveis a apreciadores da materia, o grande conteudo era perdido pois parecia uma distorção dos poucos que reconhecia, como se um pintor procurasse nova forma sob uma tela antiga.
Havia no entanto um leve ressoar arcano, forte o suficiente para conseguir talvez distinguir o seu antigo dono.
Havia um pedaço de um lenço, e algumas pedras preciosas tambem no mesmo saco.
A eficacia de Rev na sua função derivava muito de possuir capacidades que poucos possuem no que toca a ligação a animais, e particularmente a aves.
Ele não lhe chamaria ordenar-lhes que façam, mas mais um pedir de ajuda a alguem que lhe é superior.
Possuia ainda algumas capacidades arcanas limitadas, resultantes do acordar de um poder latente que nunca havia sido modelado, explorado ou dominado. Continua ainda a explorar o potencial deste recurso, mas aquilo que domina de momento deu-lhe aquilo que precisava para atirar abaixo os mais duros alvos.
Continuava ainda incerto, inseguro. Havia recebido instruções para contactar aquele batedor, sem saber bem porquê. Tinha a certeza que o seu alvo era um individuo perigoso, e pelo toque do pequeno livro, esperava que ele tivesse algum potencial arcano. Potencial talvez bem mais praticado que o seu.
Quebra a meditação e abre os olhos. Olha em volta, procura o batedor, mas do mesmo não há sinal.
- Lento. Não preciso mais dele. Tenho olhos lá em cima.
Um tiro unico, vindo do alto...
Era o pensamento de Rev. Repetido como mantra dentro da sua cabeça.
A noite estava aí finalmente. Continuou a correr, percorreu a subida, zigzagueou entre as apertadas ruelas do castelo até se encontrar proximo de onde o seu alvo ainda permanecia, quieto, como que meditando.
Subiu um dos predios de dois andares e preparou um projéctil entre as mãos. Ele era bom neste tipo de tiro. Longa distancia, silencioso, inesperado. Morte silenciosa vinda através de um pequeno corvo de energia arcana que atravessa o coração da vitima pelas costas. Nem existe tempo de resposta, não há uma luta. É assim que Rev elimina os alvos. É este o plano, e o corvo larga a segurança da palma das suas mãos, voando em direcçao as costas expostas do seu alvo.
Acertara.
Desceu e foi confirmar a morte.
Deparou-se com o homem precisamente na mesma posiçao, encostado ao rebordo da muralha.
Disparou de novo. Em cheio, mas nenhuma reacção.
Aproximou-se mais ainda.
A figura permanecia imovel.
Sentiu a sua cabeça a latejar. A dor intensificou-se, tornando-se agonizante.
Perdeu os sentidos.

É certo que quando se deambula pela cidade constantemente a horas perdidas mais tarde ou mais cedo encontram-se objectos. Chamem-lhe sorte, acaso, observação, ou outra coisa qualquer, mas no momento certo olham para o sitio certo e vêem algo interessante. 60€, uns quantos isqueiros engraçados que acabaram na colecção, oculos de sol, algumas chaves (sempre gostaria de saber o que abrem...)... enfim... isto acontece tipo uma vez por mês, mas acontece. É probabilidade acho.
Mas parece-me ridiculo que um junkie a ressacar thc encontre no regresso da faculdade a casa 2.5g de uma bolota fantástica. Parece-me sorte ou coincidencia a mais. Teorias da conspiração...
Fode-te.
Por teres cruzado o meu caminho. Por teres existido. Por me teres feito mostrar-te o meu mundo. Por me incluires no teu. Por me teres mostrado tanto. Por me teres ensinado a amar.
Pensas mesmo que podes voltar atrás anos no tempo, recuperar todos os conhecimentos em duas semanas e seguir esse caminho que deixaste como se nunca tivesses saído dele? Achas mesmo?
Quando te perdes de ti mesmo, como te voltas a encontrar? Há algures um mapa secreto? Uma qualquer pista que não viste, escondida debaixo do teu olhar?

Onde estás agora que preciso de ti?

Posso pedir-te ajuda? Ajudas-me? Sério? Farias isso por mim?

Não. Claro que não.

"Eu sei o que é melhor para ti. Acredita em mim."

TRETAS. Mentiras e ilusões. Se sabes mesmo o que é melhor para mim porque raio não és feliz? Se sabes o que é melhor para mim, não devias saber primeiro o que é melhor para ti?

"Desiste deste mundo, desiste do seguinte, desiste de desistir."

Paz de espírito. Sossego. Calma e conforto. Não preciso de mais.

"Não és tu que tens que deixar de ser complicado, é a tua vida que tem que passar a ser simples."

Lembras-te do Bruno? Ele era feliz. Livre.

sexta-feira, 29 de março de 2013

Mini desafio que me fizeram.

Estava a comer salada e a beber um copo de agua, seriam umas 3 da tarde.
Salada e água... porquê? Por serem a unica coisa que o meu estomago magoado e ferido aguenta neste momento.
A noite passada nao existe na memoria e tudo o que sabes é o efeito do que se passou, o murro no estomago de saber ter feito merda e nao conseguir lembrar-me atinge-me.
Como salada, bebo água.
Preciso de musica e de lavar as feridas e o sangue da minha roupa.
O que raios se passou esta noite?

sexta-feira, 22 de março de 2013

Um pouco de fantasia que escrevi há pouco

Ele entra de rompante taberna adentro, gritando a plenos pulmões:
- Demónio. Sei que estás aqui, mostra-te ou reduzo este lugar a cinzas contigo lá dentro.
A repentina entrada do jovem estranho num lugar apinhado de homens de mau feitio nesta zona das docas, especialmente dadas as palavras, causaram com que toda a taberna paralisasse um momento, olhos fixos no estranho, mãos a serem apertadas em torno de tudo o que pudesse servir de arma.
No meio do conturbado momento, um humano sentado sozinho numa mesa junto à lareira chamou a atenção geral:
- Se caças demonios queimando inocentes, és tão mau quanto o que tentas caçar. E que tal se acalmasses os nervos, te sentasses a beber uma cerveja enquanto me contas o que se passa. Willie, dá-nos uma caneca e enche-me o calice por favor. O resto de vocês podem voltar a beber descansados.
O humano era alto, vestido de roupas largas, negras, se bem que desgastadas. Um manto por cima de uma blusa justa e calças rasgadas no fundo. Era semi-conhecido. Semi porque toda a gente o tinha visto ali antes, não porque alguém soubesse algo sobre ele.
O jovem pareceu acalmar-se, e a atenção geral acabou por desvanecer dele pouco antes do olhar assassino passar a um olhar interrogativo virado ao humano que o havia convidado a sentar.
- Não estás à espera que eu me vá levantar e puxar-te a cadeira como faria a uma senhora, certo? Willie...
- 'Tou a ir. - com isto o taberneiro entregou uma caneca de cerveja e um calice novo na mesa e voltou para trás do balcão.
O jovem sentou-se e bebeu um longo trago da caneca. Entretanto, o homem de negro questionou-o:
- Quem ou o que procuras tu?
- O demonio que destruiu cinco blocos do mercado há alguns anos atrás.
- Referes-te à explosão de há alguns anos? Toda a gente pensa que tal foi um acidente.
- A minha familia morreu nesse "acidente". (O tom era amargo ao dizer a palavra.)
- Compreendo. Mas... se procuras o demonio que o fez... é porque sabes que não foi acidente. Explica-me.
- Eu consigo sentir e manipular poder arcano. Aquela explosão foi uma explosão arcana, não uma explosão normal como toda a gente pensa. Foi tão intenso que mesmo hoje se consegue sentir os resquicios da energia conjurada nesse dia. É possivel ler a assinatura arcana.
- Ler?
- Sabe, a energia canalizada responde de forma ligeiramente diferente, deixa rasto diferente conforme a pessoa que a conjura. Quanto mais potente o uso, mais fácil é distinguir quem é o responsavel, se para tal conseguir que ele revele ainda que o mais pequeno traço de energia arcana proximo de mim. É por isto que sei que ele veio para aqui. Mas a verdade é que não sinto nada neste momento. Pelo que percebi, terá baixado qualquer defesa arcana depois de ter entrado. Consegui seguir o rasto até aqui.
- Compreendo. E que planeias fazer quando encontrares a pessoa em questão?
- Matar aquele demonio e livrar o mundo de um assassino perigoso com poderes que não deveriam cair em mãos como as dele.
- Portanto, deixa ver se percebi... tu tens o quê? 16 anos?
- 18.
- Certo. E planeias matar um demonio que há alguns anos arrasou com quase metade do mercado a meio da noite. Demonio que indicas conseguir usar o mesmo tipo de poder que tu reclamas ter, e que portanto tem exactamente as mesmas vantagens extra-fisicas que tu. Como podes garantir conseguir eliminar alguem assim? És um jovem. Devias estar a desenvolver o teu talento em vez de a correr atrás da morte. Planeias juntar-te à familia que já perdeste é?
Um ar de seriedade e dor tomaram conta do jovem mago.
- Não posso falhar. Não posso morrer enquanto aquele demonio existir.
- Se falhares morres, certo? Sem segunda oportunidade.
- Recuso-me a falhar.
- Ainda assim, continua a ser uma possibilidade. Estou apenas a ajudar-te a pensar. E tu resolves entrar a berrar que vais queimar o sitio. Jovem Mago, o taberneiro era um antigo Escarlate que se reformou ao perder a perna esquerda. Mesmo sem a perna, aposto que ele ainda te conseguia fazer estragos, magia ou não ao barulho.
- Escarlate? Aqui? Pensava que a organização deles apenas operava a norte de Val-horn.
- Reformado. E eles têm agentes bem alem de Val-horn.
- Certo. Não receio nem um Escarlate. A minha presa é bem mais poderosa.
- Diz-me uma coisa. Se esse demonio fizesse uso da sua energia agora, tu reparavas nele certo? Reconhecerias a assinatura arcana?
- Sim.
- Optimo. Mantém-te atento então.
- Atento a quê?
Ao redor deles, os ocupantes da taberna começaram a adormecer, um a um, no local onde se encontravam. Os unicos resistentes eram os ocupantes da mesa e o taberneiro, que com um ar entediado resolveu intervir:
- Drak, podes por favor parar de usar a minha taberna para testes teus?
- Desculpa Willie, mas aqui o nosso amigo precisava de uma pequena dose de energia arcana para confirmar se existia aqui um demonio.
O jovem mago estava de pé, em posição de defesa e com uma bola de chamas entre as mãos, parada mas pronta a ser atirada.
As chamas apagaram de repente, bem como pouco depois começaram a ouvir-se os clientes a começar a acordar, resultado do cancelamento do feitiço de sono.
- Willie... porque fizeste isso? - palavras de Drak, o homem de negro.
- Porque ali o pirralho ia disparar aquela bola contra ti. Acho que ele achou o demonio dele. levem isto lá para fora. Eu vou continuar a manter a minha tecnica activa, portanto nem pensem que um pingo de energia arcana vai ser usada dentro da minha taberna.
Drakallis tranquiliza o taberneiro:
- Descansa, eu vou com ele, e vou tentar esclarecer o que se passa. Isto se ele resolver ouvir, que esta cabeça deve ser dura que nem rocha. Normalmente magos de fogo são assim.
- Tens razão. Mas tenta não acabar com o pirralho. Ele parece ter algum talento.
O mago permanecia incredulo a olhar para as palmas das mãos, perplexo.
- A técnica de anulação dos Escarlates. A minha magia é inutil.
- Exacto pirralho. E aqui a do teu demonio tambem. Mas ao contrario de ti, garanto-te que ele sabe sobreviver sem magia. Pira-te do meu estabelecimento por agora e não destruam nada dentro da cidade enquanto tentas esquartejar ali o Drak. Já agora, a cidade é mais ou menos o alcance do meu poder. Estou enferrujado, conseguia cobrir a provincia.
Drakallis pegou no mago pelo ombro e praticamente arrastou-o para a rua mal iluminada naquela fria madrugada. Viraram a primeira esquina apos a saida para um beco, e de repente o jovem perdeu temporariamente a noção de onde estava.
Quando a sua mente conseguiu finalmente resolver a confusão interna apercebeu-se de que se encontrava numa clareira de uma floresta, não fazia ideia de onde.
- Teletransporte miudo. Bastante util. Foi por isso que me seguiste até ali. É por isto que nem é dificil de identificar os meus passos para alguem como tu. São raros nestas partes do mundo sabias? Aqueles que conseguem realmente dominar a energia.
- Foste tu quem causou aquela explosão.
- Não. Eu fui obrigado a causar aquela explosão. O Willie perdeu a perna graças a essa explosão. Muitos outros teriam morrido se eu nao tivesse causado essa explosão. Aquilo que aniquilei nesse dia sim, era um demonio. Eu ainda sou humano, se bem que por bem pouco, acho eu.
- Como assim?
- Ah. O meu corpo é humano, mas eu não sou propriamente um humano normal.
- Que queres tu dizer com tudo isso?
- Eu, o Willie e mais dois membros dos Escarlate terminamos uma missão durante essa explosão. O objectivo era uma aberração, um mago possuido. O nosso objectivo era o demonio, não o hospedeiro.
- Tu és um Escarlate?
— Já fui. É uma longa história. Retirei-me pouco depois dessa missão.
- Eu quero matar-te.
- Já te disse, estás a enfrentar alguem que te é vastamente superior.
- Não acredito em tal.
Uma bola de chamas passou a razar a cara de Drak, desviada de curso.
- Como fizeste isso?
- Magia.
- Eu não falhei a pontaria, tu não te mexeste, a minha bola simplesmente desviou-se de ti.
- Exacto. Magia.
Três novas bolas, duas deflectidas para os lados, a terceira voltando para trás e parando em frente da cara do mago.
Raizes com espinhos brotaram do chão, envolvendo-lhe as mãos e os pés, prendendo-o num abraço que o deixava praticamente indefeso contra a explosiva bola de chamas ainda parada em frente da sua cara.
- Os meninos não deviam brincar com fogo.
- Atreves-te a fazer troça de mim?!
- Se queres matar a tua presa, precisas conseguir sobreviver ao seu ataque. Pensavas mesmo que podias simplesmente matar-me com uma bolita de chamas?
Um pilar de chamas envolveu o mago, queimando as raizes e absorvendo a bola que se encontrava em frente da sua cara.
Varios outros projecteis irromperam do pilar na direcção de Drak.
Todos eles certeiramente apontados ao seu peito.
Drak não se mexeu e absorveu os projecteis.
Várias explosões depois o pilar desvaneceu-se, o mago com ar cansado esperava a poeira do devastador ataque baixar para revelar um cadaver carbonizado, mas tudo o que estava era Drak, ileso, vestes intocadas pelas chamas.
- Como? Tu foste atingido.
- Sim.
- Estás ileso.
- Sim.
- Como?
Drakallis desapareceu da visão do mago. Sombras atrás do mago ergueram-se e engoliram-no. Tudo à volta era escuridão, e a forma de Drak erguia-se à sua frente.
As tentativas do mago de conjurar fosse o que fosse eram em vão. Drak sabia disso e aguardou, paciente que o mago voltasse a falar, o que demoraria uns dois minutos.
- Porque é que eu não consigo usar nada?
- Não tens fonte de mana.
- Eu sou a minha fonte de mana.
- Criança. Brinca com o fogo e pensa dominar o sol.
- Pára de gozar comigo. Se os teus poderes são remotamente parecidos aos meus, tu tambem não deves conseguir usar nada.
- Achas mesmo que eu sou parvo? Sim, este pequeno globo de escuridão é engraçado, mas a verdade... tu já não te encontras em Selenia. Estás fisicamente cortado das tuas fontes de mana. Estás fora do teu plano, e não consegues aceder a ele para drenar mana para alimentar a tua magia. Estás num plano de sombras.
- Mas isso significa que eu posso aceder à mana deste situo.
- Não me parece. Tenta usar uma das tuas magias com a mana deste situo então.
Uma pausa...
- Não consigo. Mas presumo que tu sim, e te vais dar ao prazer de me explicar o porquê.
- Porque pensas isso?
- Não te certificaste de que eu pudesse apenas depender do meu corpo para nada. Ou vais matar-me, ou vais explicar.
- Ou ambas.
- Ou ambas. Mas começa por explicar. Ao menos morro com mais conhecimento.
- É essa a atitude. Isto é um plano nulo. Não consegues aceder a mana do teu tipo aqui. Sim, há mana, e sim, eu consigo aceder a mana. Tu tambem consegues. Mas pelo que percebi tu és um mago de fogo. Precisas de tal.
- Exacto.
- Eu não. E eu estou perfeitamente em harmonia com este situo. Estás neste momento no situo onde costumo vir meditar. Arrastei-te através de uma porta que sabia existir ali. Deste lado, infelizmente para ti, já me apercebi que eu posso ver a porta e tu não.
- Há uma saida deste sitio?
- Há. Mas se não consegues vê-la, não consegues usa-la. Vais precisar de mim para sair daqui. Portanto, mesmo que ainda penses que me podes matar, sim, até talvez pudesses caso conseguisses reaver a tua energia, coisa que te consigo sentir a fazer neste preciso momento, o que implica que se me matares, ficarás aqui preso. Podes continuar a tua busca.
- Certo. Portanto, vais esperar que eu recupere é?
- Sim.
- Então explica-te.
- Que queres saber?
- Onde estou?
- Num plano nulo. Tal como te disse, transportei-nos do beco para junto da porta deste sitio. É como uma outra dimensão que não a que estás habituado a ver.
- Há outras então.
- Biliões.
- Exploraste?
- Alguns milhares. Alguns são sitios grandes, outros nem tanto.
- Como acedes a mana aqui?
- Através do ether, mesmo que em qualquer outro sitio. Tu não consegues é encontrar o teu caminho através dele para um sitio que te seja familiar.
- Estou mesmo fisicamente desconectado?
- Sim, é isso que te está a causar dificuldades. Eventualmente, conseguindo meditar e apalpar, digamos, conseguiras aceder. Eu tenho é outra familiaridade com o sitio. Mas se conseguires canalizar mana negra, este sitio está repleto dela.
- Magia negra?
- Sim.
- Não conheço magia proibida.
- Isso é hilariante. Proibida porquê?
- A mana negra corrompe.
- A mana corrompe. Toda a mana. Modela-te mais à sua forma de ser.
- A mana negra torna-te mau.
- Define mau.
- Erode a tua humanidade. Torna-te louco com o tempo.
- Pareço-te louco? Ou malvado?
- Honestamente? Um bocado de ambas.
- Porquê?
- Porque arrastaste alguem para um local onde é indefesa e de onde não consegue sair.
- Puto, mesmo eu eventualmente canso-me de estar constantemente a evitar os teus ataques. Arrastei-te para aqui precisamente para não ter que o fazer.
- Portanto assim que eu conseguir aceder a seja o que for, posso matar-te, eventualmente.
- Hum?
- Se tambem te cansas, implica que poderemos voltar a insistir. Talvez te canses mais cedo que eu.
- Ou eu mato-te agora, que tal? Ou esqueces-te que ainda só me viste defender-me?
- Que raios podes tu fazer?
- Lembras-te da tua familia, certo?
- Sim.
- Eu posso assegurar-me que não.
- Hum?
- Exacto. É uma forma de ataque.
- Apagar memorias?
- Posso apagar a tua mente, garantir que tudo desvanece. Transformarte-ias num pratico zombie, sem proposito excepto os instintos mais basicos. Vi pessoas a sobreviverem a um ataque assim e nunca mais recuperarem. Ainda vivos hoje, naquela miseravel condição.
- Como podes ser tão cruel?
- Ei. Quem disse que fui eu a fazê-lo?
- Se sabes que consegues fazê-lo...
- Não sou nenhum monstro, ao contrario do que pensas. Sou maioritariamente um recluso das minhas memorias, praticamente nao interagindo com o mundo. Admito que algumas das coisas que tive que fazer nao foram muito agradaveis, mas o mundo é um sitio melhor pelo que eu fiz.
- Referes-te ao teu tempo nos Escarlates?
- Tambem.
Estão ambos sentados na escuridão. Um longo silencio, quebrado por Drak.
- Como te chamas?
- Chamam-me Ignis.
- Drakallis. Drak para os amigos.
- Eu sei.
- Como sabias?
- Ja te tinha seguido antes.
- Andas atrás de mim desde aquilo?
- Exacto. Já tinha estado proximo, só nunca tinha sido convidado a beber por ti antes.
- Já tinha percebido que algo se andava a passar por isso tenho andado sossegado. Honestamente nao esperava um miudo.
- Tens inimigos?
- Toda a gente tem.
- Não lidas com isso, senhor todo poderoso? É que aparentemente podias.
— Prefiro manter-me no meu canto.
- Saiste mesmo de activo?
- Mais ou menos. Arma-te em louco onde eu esteja e eu acabo contigo num piscar de olhos. Isto aplica-se a todos. Mas tento resolver tudo diplomaticamente hoje em dia.
- Como comigo?
- Exacto.
- Porquê? Podias simplesmente eliminar-me já. Sabes que nao desistirei.
- Pode ser que tentes pelo menos perceber que ainda nao chega, e portanto convem melhorar as tuas habilidades primeiro.
- Ainda assim.
- Encontramo-nos para tal proposito quando quiseres. Mas hoje nao me apetece matar-te. Espero que penses que aquilo que aconteceu foi realmente algo bastante tragico que fui obrigado a fazer. O Willie perdeu a perna graças a isso. Os nossos dois companheiros morreram ás mãos daquele demonio, se ele nao fosse parado, não so os que morreram na devastação, mas toda a cidade teria morrido se eu falhasse.
- Não conseguias outra forma?
- Eu... não consegui conter toda a energia. Tentei enquanto foi possivel salvar o hospedeiro, mas... Quando percebi que era impossivel... Apercebi-me que para acabar com ele tinha que lhe cortar qualquer possibilidade de fuga.
- Do demonio?
- Sim. Caso eu tivesse morto o hospedeiro ele poderia tentar passar para outro hospedeiro ou seria forçado a voltar ao seu inferno de origem. Eu tive que certificar-me de que não haveriam hospedeiros.
- Havia pelo menos tu e o Willie.
- O Willie é imune. O Willie tem algumas habilidades um pouco fora do normal.
- Havias tu.
- Exacto. Mas uma batalha por controle da minha mente eu aguento bem, não aguento é que um demonio fique com uma porta aberta para o meu mundo e sobreviva para a usar. Obviamente ele tentou. Mas foi uma batalha sem qualquer esperança desde o inicio. Sem um hospedeiro controlavel, nao teve muito tempo para começar a faltar-lhe a energia para se manter neste mundo. Eu simplesmente garanti que o seguia. Consigo seguir qualquer teletransporte, seja de que tipo for, se o vir a acontecer. Eu consigo ver portas astrais, logo, foi facil de seguir o demonio até a origem dele.
- Mataste-o.
- Estou aqui, certo?
- Certo.
- Ensina-me. Mostra-me como melhorar.
- Puto, na melhor das hipoteses, eu mostro-te mais poder. Sobre melhorar... isso será contigo.
- Aceito.
Nova sensação de desfazamento, e encontravam-se ambos de volta a clareira.
- Ignis, aqui acedes a mana. Arranja uma fogueira se faz favor.
Acamparam sem muitas mais palavras, adormecendo ao calor da fogueira.

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Porque estou farto de repetir o mesmo.
Porque estou cansado de ver as minhas palavras a caírem no vazio.
Porque estou exausto de te tentar tocar apenas para ser afastado.
Porque estou desiludido de ver que só estás cansada para mim.
Porque estou desesperado por um carinho que nunca chega.
Porque estou sozinho mesmo estando acompanhado.
Porque estou cheio de ouvir que me amas sem o ver demonstrado.
Porque estou farto de te tentar tocar só para ser afastado.
Porque estou a precisar de apoio que não chega.
Porque estou desejoso de ter de volta aquilo que costumavas ser para mim.
Porque estou cansado de mentir à mesma pergunta de sempre.
Porque estou ainda mais farto de ver no teu rosto que sabes que minto, e simplesmente te resignas com a resposta.
Porque estou cansado de ter uma alcunha que já nada significa.
Porque no fundo, amo-te, e só tenho pena de tu já não partilhares esse sentimento.
É por isto que te respondo sempre: "Não, não estou chateado contigo."
Não, não estou chateado. Só estou exausto de ver uma relação a desvanecer-se e nada do que eu faça o pode parar, porque tu simplesmente não estás interessada.

domingo, 19 de junho de 2011

Silence

Silence. Blessing, curse...
Silence is the sound I most often make. No words, no whispers, no sound.
Why? Well, what's the point in talking? People don't listen. They hear, and they forget. I talk, and then I regret ever saying a word when moments later everything just goes back to what it was before I said anything. Why ask if you aren't willing to listen? Why make someone talk, explain, hurt while doing so, only to do exactly the same thing the next day?
That is the reason I stay silent. The first time you say something new, something unheard before, it's news. The second time, its just a repetition of the first one, with nothing new in it except the pain of having to repeat it when your brain just screams inside that there is abso-fucking-lutly no point in saying it again. There is no point because if you had listened the first time, instead of just hearing, you wouldn't need to be saying it again. You could be enjoying the blessing of being silent, instead of the pain of repeating allied to the dreadful certainty that it will have exactly the same effect it did before... none...
And then it repeats again... more useless talking into empty ears that refuse to listen, more trying even harder to find the right words to make your point get across to somebody else, more of the same happening little after...

"The quieter you become, the more you are able to hear."
That sentence is a quote I found in Backtrack Linux the first time I installed it and that I shall forever remember. I'm not gonna go on a ramble on how strong those words are, how perfect they are in reflecting what is expected of the users of Backtrack. There's no point in that. However, it does have a pretty powerful message inside that can be applied to all other aspects of life... Meditate upon it if you dare.

How can you fear something so much, see that its happening and still do nothing to avoid it? Especially when it can be as simple...

sábado, 4 de setembro de 2010

With the time spent with the family, and not having my own computer with me right now, I've been away from linux hacking for almost three weeks. I hadn't given it much though until now, but after joining Sabayon's group on facebook, I remembered how much I like it, and I remembered that I kinda miss fooling around the system, and I miss having a REAL development environment with my favorite tools to work with. So, I decided to install Sabayon linux on this computer, replacing the old debian install I had on this disk that hasn't been used in months. The reason I still have it here is that grub is managing the booting of the operating systems, and I don't have the time to work around it, leaving only windows installed, since formating isn't an option at this time. Too much crap to back-up manually from inside windows, too little time to do it properly.
So I was thinking about what I needed, and how I could get it, while browsing through old drafts, when I found a tutorial I had written a long time ago and never posted, when I decided that maybe I can install what I want, fix it all up and post how to do it. Maybe I can get some experience points in tutorial writing.
Can't really post a step-by-step instruction set right now since Sabayon is still downloading, but I can describe the problem at hand.
Now, the first issue is that windows can't break during the process or hell will be raised and I'll sleep on the couch (kidding, I hope). So windows has to be able to boot, and needs access to everything on it's own partition plus everything on a second partition that will be used for sharing files between both operating systems. The old partition scheme is going to be reused, but the filesystems need changing, since the sharing partition is a FAT32 partition (don't ask me why, 'cause I have no clue). That one needs to become an NTFS filesystem. The windows one will remain untouched, as will the swap partition. However, the boot partition needs to be resized and changed to ext3 (why? Because I want to.) That leaves the root partition for sabayon and new partition for home, because of the extra safety it ensures that if I have to do something to the root or if I feel like changing distro, I can keep my personal files safely stored and untouched.
So, here we go, this is the intro post for an upcoming tutorial(s). I plan to make Sabayon become as user friendly to my girlfriend as I can, but still providing her with all her favorite applications, which means that I'll have to setup some windows applications under wine (Sims 3 comes to mind), meaning that I can give some pointers to anybody interested along the way. Just a way to give a bit back to the world and to ease the load on other members of the linux community. So, long story put short, I'll be sharing a bit of knowledge and a few linux recipes over the next weeks, so feel free to use them.

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

VB was put on hold today since real life got in the way of learning. From running errands with my love in the morning to a trip to a certain clinic in the afternoon, to taking care of my kid up until now, my day has been pretty busy.
I'm really apprehensive about a decision I made today. I got to choose my medication today. Actually, I wasn't really offered a choice, but I took my chances anyway and spoke my mind. Hell, if I'm paying someone to listen to me, I might as well use that, right? There is an issue though. And not a minor one at that. After a lot of failed attempts at finding a therapist, back in 2007 a friend of mine, who shall remain nameless out of respect for his privacy, told me that he had been treated quite successfully in the past years in some clinic. Desperate, seeking salvation from my own mind and from the thoughts that run through it at that time, and pressured by my family and my girlfriend at that time to seek medical help, I decided to give it a go.
Right now I'm remembering all that happened during that time... I started treatment in mid October. My first anti-depressive medication worked wonders, starting from day one to produce visible changes in my mood. I still remember the first few days fondly... It was quite a rush, all the world seemed brighter, I started noticing stuff I had never acknowledged before. Hell, if my own life wasn't such a mess at that time, I'd say I would have felt quite happy. The drugs worked really well during the month that followed, my mood quite better, the thoughts of suicide completely banished from my mind, I started regaining my former love for learning, even my writing improved quality. Apparently it worked like magic, except for one not so minor detail. It simply killed my libido. I said that to my therapist back then. She said that even if it was only very rarely registered, the possibility existed, and had been documented before. We changed the pills. I wanted sex. Hell, its only fair, right? A guy needs his fun, and at the time, sex and drugs were my only possibilities of fun. At least those were the only two things that gave me pleasure back then. The next anti-depressives weren't nearly as effective, but they gave me back my libido. I could have sex again, apparently. Except that my girlfriend wasn't exactly receptive to it, even though it was her that made me commit to changing drugs.
So, why would a guy go through that again? Really, I mean, why would I risk going back to the same drug that supposedly removed my sex drive? Especially when I'm living with my girlfriend (who, in case you haven't figured out, or aren't familiar with my story, isn't the same person as the one I was with at the time. She's the one that proved to me that I had a sex drive after the drug change.)? That was the exact question that my therapist asked.
I answered her. I wasn't even aware that I had an answer to the question, but I did. Hell, I wasn't even aware that I wanted to give the first drug a chance until the words "I want to try the other one again." left my mouth. But I caught her off-guard as much as I did the same to myself. Yet I spoke with such conviction, and with such reason that she let me have my way. Right now, I still doubt myself, but at that moment there was no doubt at all in my mind. I asked her: "What if the drug itself wasn't the problem? What if the lack of interest from my former partner was the real cause of the dysfunction? Because with the time that has past since then, and with a clearer sight of the facts, I think that was the reason."
I may be right, or I may be wrong. If I'm right, then I have in my hands the best substance to help me deal with my depression. I don't want to be wrong, because it would be a damn bad month for both of us if I am...
It is a risk, but every choice one makes in life is one. And the possibility of having a solution to my problems in my hands it's a risk worth taking. I'm sure she'll understand my choice. I hope she understands my choice...

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

After a lot of time spend reading and programming code in visual basic, after almost 500 pages read, and several hundred lines of code written, tested and dissected, while trying to understand a completely alien IDE (which actually looks functional), I reached the brilliant conclusion that my time would have been much better spent practicing java, which is platform independent, and which I should really practice if I want a chance at getting a developer's job in Lisbon, instead of wasting time trying to figure out a language that can only be used on microsoft systems.
Mono developers are doing a great job, just like wine developers did (do), but the fact that microsoft's technologies are only fully compatible with their-selves in most cases.
It wouldn't be half bad if my specialization wasn't in open-source solutions. While I do feel that my knowledge has been expanded a bit, I can't help but feel that the headache and the time spent away from my kid wasn't really worth it. Why would I finally acknowledge VB's existence? Because I'm waiting for a contact for a second job interview for a position as a network admin and programmer that specifically asked in the required skills section the ability to program in VB.
I've left the first interview with a really bad feeling about the job. Apparently, they have several other divisions spread across the country, and they're using Outlook to keep coordinated. I know that Outlook is a great program, really useful in several ways, but keeping a whole company connected? File-sharing, developing, human resources, accounting... all that managed through outlook? I wonder...
Apparently the position is for a technician that can manage the network AND develop a solution to connect the several divisions of the company. Plus, the supervisor isn't anything even remotely close to an IT guy. He's an electrical engineer or something like that... I have yet to talk to the guy, but I don't feel very confident about this... I have the weird feeling that whoever fills the position is gonna be really under-payed if I really understood it. Wonder if that isn't the real reason for such low certifications asked. Besides the VB skills, everything else was pretty much common knowledge (or am I assuming that people in general know much more then they do?! I don't think so...). Still, I feel unease about this. I'll just wait to see what happens, but in the case I am hired, and stuff really is what I am thinking it is, I'm getting the hell out of there as soon as any other company hires me. I won't quit just to go back to being unemployed, and I may end up really enjoying the challenge, but one thing is to accept a challenge, another is to become a slave.
Lets see how it goes...

Noise: Jetson and Junkie - Hell is Hell
I really liked this release. Just in case anybody wants to listen/download, here's the link: http://www.phonotactics.info/?p=366

terça-feira, 24 de agosto de 2010

- Estás ai?
- Não estou sempre?
- Preciso de ajuda.
- Eu sei.
- Como sabes?
- Existe outro motivo para me contactares?
- Realmente, acho que não.
- Precisamente. Desembucha.
- Sempre tao amoroso.
- Tal e qual como tu, sou um ser pragmático.
- Estou exausto e a começar a desesperar com esta situação.
- Que situação?
- Tu sabes.
- O teu cerebro é pior que uma montanha russa. Dá-me algo com que trabalhar.
- Preciso de emprego.
- Não e o que todos voces aparentemente precisam mais cedo ou mais tarde?
- Sim.
- Então?
- Não consigo encontrar.
- Tens tudo o que precisas?
- Faltam-me documentos ainda.
- Acabaste de dar a ti mesmo a resposta. Arranja-os.
- Tecnicamente já os arranjei, mas ainda não foram entregues.
- Espera. Não é suposto receberes isso em breve?
- Já devia até ter tudo na mão.
- Ou seja...
- Ou seja nada. Não tenho. Estou farto de esperar. Pelo que me disseram era suposto já os ter, mas primeiro alguém se esqueceu, e depois vim embora para aqui. Vou ter que esperar que sejam entregues no correio na minha morada oficial antes de mos reencaminharem para aqui.
- O que se fosse feito electronicamente seria automático. Deixa adivinhar, não é.
- Exacto.
- Em primeiro lugar, tens que ter muita calma, precisas de te relembrar de vez em quando que o mundo não gira em torno do teu umbigo. Ele talvez não se tenha esquecido, apenas não tenha tido tempo para tal. Não o culpes.
- Tens razão.
- Como sempre. Já nem tem piada receber essas palavras.
- Sempre tão modesto...
- Segunda a contar do fim lembras-te?
- Mas vais ajudar ou não?
- Queres instrucções?
- Mais ou menos.
- E esperas que eu te vá dizer algo que tu ainda não saibas?
- E mais ou menos a ideia de falar contigo, sim.
- Esquece. Estás numa situacao complexa. Não posso dizer-te nada de muito especial. Tens orgulho na tua resistência, certo? Usa-a.
- Estou a chegar ao limite.
- Tens piada. Em todas as nossas conversas o estás, e no entanto esse limite ainda não foi atingido. Há quantos anos sabes da minha existência? Há quantos anos comunicamos assim?
- Mais de cinco.
- No entanto continuas a chatear-me com a mesma conversa sem te aperceberes do obvio. Resististe. Reclama as tuas limitações e elas serao tuas. Lembras-te disso?
- Isso e Bach não é?
- É.
- Desde quando usas citações de outros?
- Aprendi contigo.
- Comigo?
- Sim. Por vezes é mais simples e mais eficaz usar algo já existente que matar a cabeça a tentar criar algo novo, se o que já existe cumpre na perfeição as tuas necessidades. É o caso.
- Tu aprendeste comigo?
- Achas mesmo que te aturo apenas pelo prazer de ver um ser inferior a torturar-se? És mais do que aquilo que te apercebes.
- Wow.
- Não era um elogio. Tens ainda anos-luz a percorrer antes de chegares a meu igual. Mas no entanto mereces já há algum tempo a minha admiração. Tem calma puto, resiste. É o que fazes melhor. Já te vi a aguentar tudo e mais alguma coisa e a sobreviver mais forte.
- Não sei se isso é bem assim.
- Sabes sim. Por uma vez vou dizer-te o que precisas de ouvir ao invés de te fazer sofrer antes de te fazer chegar a essa mesma conclusão por ti.
- Estás a despachar-me?
- Estou.
- Porque? Estas assim tão ocupado?
- Eu? Não. Mas tu tens bem melhor que fazer atras de ti. Portanto, aguenta. Tu és bom. Melhoraste bastante. Continuaras a melhorar. Eu sei que aprender batendo com a cabeça na parede e desagradavel, mas é o que fazes melhor. Eventualmente mais esta parede irá ser derrubada. E as marcas da luta passarão a fazer parte das tuas medalhas de honra. Aliás, devias receber uma por teres descoberto a minha existência sem nenhum apoio externo. Mas enfim, estou a divagar. Mais um hábito que apanhei contigo. O que quero realmente dizer é que tu tens o necessério. A paciência não é um dos teus fortes, mas é algo que precisas de dominar. Sê paciente. Espera pelo que precisas e enquanto o fazes tira essa cara de zombie esfomeado com nojo de cérebros da cara, ergue a cabeca e continua a respirar. Já que mais nao seja, produzes dioxido de carbono para as plantas respirarem. Já e uma contribuição. E tenho a certeza que a tua presença, e um sorriso nessa tromba farão maravilhas. Se não apenas a ti, aos que te rodeiam. Não te esqueças que já não estas isolado do mundo preso entre quatro paredes. O que já em si é uma vitória. E uma que ja me estava a tardar. Agora desaparece-me da frente, levanta o cu, vai dar um beijo a cada um daqueles dois e sente-te feliz por aquilo que tens. E continua a resistir e a lutar pelo que queres. Adeus.

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Acabar algo afecta-me sempre. Positiva ou negativamente depende do que se acabou, mas existe sempre um travo que fica, uma sensação que teima em não desaparecer durante umas semanas.
Acabei o CET. Finalmente penso. Precisava disto, queria mesmo esta certificação, que me vai abrir portas para entrar num mundo para o qual tenho olhado de fora da janela e desejado mil e uma vezes entrar. Mas ficou no entanto um pequeno travo amargo. Saudades suponho, melancolia. Conheci pessoas diferentes, pessoas que me abriram os olhos para outras realidades e outros pontos de vista, que me fizeram pensar e que me obrigaram a ponderar algumas coisas que eu tomava como certas.
Apesar de não saber se realmente aconteceu, gostava que cada um deles tenha aprendido um pouco que seja comigo, pois se tal aconteceu, então a minha passagem por ali não foi totalmente uma perda de tempo.
Sou péssimo em despedidas, detesto aquele típico "Adeus, gostei muito de te conhecer...". Deixa-me desconfortável, sempre o fez. Por isso mesmo não disse nada a nenhum deles, não lhes disse o quanto me diverti, ou o quanto me ensinaram, ou o quanto alguns me torraram a paciência (devem pensar que o mundo é um mar de rosas não?!). Não disse nada. Apenas "Até um dia destes." Sou péssimo em despedidas...
Alguns deles vou ver de novo, talvez até bastante em breve. Outros, talvez não possa estar pessoalmente com eles durante bastante tempo, se é que voltarei a estar. Esta foi a maneira que arranjei de agradecer os momentos a cada um deles.
Tentaria fazer um agradecimento pessoal a cada um, quer aos colegas de turma, quer aos formadores, mas a verdade é que naqueles dois dias foi precisamente o que me andei a esquivar fazer. Deixo um grande obrigado quer aos meus colegas de turma, quer aos meus formadores. Agradeço especialmente o facto de me terem feito compreender que eu talvez não seja tão mau quanto penso que sou, que afinal sei bastante mais do que realmente me apercebo. Agradeço ainda mais o terem-me mostrado que o meu caminho de aprendizagem ainda mal começou e que apesar de até ter umas luzes em informática, que existe muito, mas mesmo muito mais a aprender.
Sentirei saudades porque cada um de vós passou de um oponente a vencer (que sim, foi assim que olhei para todos vós no primeiro dia do CET, um oponente, um adversário que eu teria que vencer, alguém cujo conhecimento eu teria que bater) a um amigo com quem partilhei bons momentos, a um amigo que aturou as minhas neuras e me disse que eu conseguia aguentar, a um amigo que me deu mais confiança em mim mesmo. Porque cada um de vós é especial e valioso pelas diferentes experiencias passadas e pelo que têm a dar a quem vos cruza o caminho. Terei saudades.
Um grande abraço a todos vós:
Ana Almeida, Catarina Gavancha, Diogo Tavares, Emanuel Balsa, Edgar Matos (sei que não aprecia muito o seu ultimo nome, portanto fica assim), Nelson Cebola, Paulo Silva, Paulo Serol, Leonardo Silva, Carlos Rodrigues, Ricardo Almeida, Ricardo Rosa, Luís Alegria, Filipe Reixa, Silvia Gomes, Andreia Rodrigues, Susana Monteiro, Helena Pinadas, Hugo Parente, José Gonçalves.
Welcome to the Grove.

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Yes, this is an update

Being half drunk at 1433 in a friday afternoon is kinda lame I know, and apparently I can only update while intoxicated (probably 'cause I feel stupid sharing my thoughts while I'm not high on some substance or another). Today's choice was alcool, not my favorite drug, but hey, it's widelly available and it's legal to use on lunchbreak.
I've been meaning to update this for ages. Most of my readers are probably gone by now, as I haven't posted anything in ages. "Not much to tell probably", one might think, but the truth is that there is a lot to tell. A lot has happened since the temple collapsed, and the witness is far from gone from this world. I've been watching, breathing, living. At first I thought I had nothing to share. When I realised that I actually had something to share, that something was a truckload of stuff that happened and I figured I'd never be able to put it all down. I still think I can't, but I must give it a try.

This little blog has been a very important part of my life for years now, and I'm returning now because I have an obligation to myself and to it to bring it back to life. I designed a new and more functional layout, one that I actually like (let's face it, the default black theme from whenever this was created is outdated, boring and needs a serious revamp). It is almost finished, completly done by myself using only notepad and code written in several languages related to the web. The new layout will be available in late september, and the site will be moved to a different server. I can't share the link yet, but will as soon as the new Grove goes online. Besides the new layout, you can expect a new set of features that this one doesn't have. I've integrated into the new site a feed service, allowing my readers to sign-up to receive updates as soon as I publish them. As I said before, hopefully the new Grove will be available in late September, a little gift from me to myself and to all those who still bother opening this waiting for me to open my soul to the world.

Well, tech stuff out of the way, I'll just make a (hopefully) short list of the major events that happened since the last serious post (that dates back to 2008. Been a long time...):

- I'm now a proud father of a wonderfull boy named Rui.

- I stopped being stupid, left FLUL, recognised that I have no interest in the deep studies of language and literature, and finally dedicated myself to computer science. I'm now a certified network-specialist with a broad range of skills in the area.

- I stopped being a jackass wanna-be-playboy and finally openned my eyes to the truth that I love my girlfriend and that her happiness is an important part of my well-being.

- I decided to go back to competitive play. Really soon I'm joining the Magic the Gathering tournments, with a new spark in my eyes and the old wicked habit of messing my adversaries minds and beating them to a bloody pulp (figurativelly speaking of course).

- I've been away from lisbon for almost two years now, studying and working near my home village.

- I've walked out of every form of social network. So if your old link to my hi5 or vampirefreaks or myspace page isn't working, here's why. I canceled all my accounts, or at least all whose existance I'm aware off. I just have no patience for it anymore. After five years of comunicating to everyone I know through the computer, I've grown really tired of it. It lacks a lot of what I really need in a human interaction, and instead of fullfilling my need for a social life it has made me just growl in anger anytime that stupid msn window starts blinking. While I keep that active, it is only rarelly used, and only to contact my family.

- I've almost quited drinking (I've had three glasses of Licor Beirão with coffee and I really felt it hit me, just so you know how much stamina I've lost.) This from the guy that used to drink a bottle of vodka before going out on friday nights... well, people change I guess, or so I like to believe.

- The last change, and probably the most important one has to remain a secret, for while I doubt she'll come here, I don't want my girlfriend to find it out through here. (Maybe she'll get a special area in my upcoming website. Wanna vote? I'll leave this one to you guys and girls.)

So, this is it I guess. Just a minor update. I promise to keep posting on a more regular basis. At the very least I'll do 1 post per week. At most... I don't know. Check back if you care to. Happy readings!

P.S.: Opening the first voting pool. Coment on this post if you want my new layout to include a special "I love you" section dedicated to my girlfriend. Also, any sugestions for the new site will be carefully considered and possibly implemented if I think they'll become popular.

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"We can still help each other, even if we're apart. And whether or not
I needed it, I received their support. So I'll return the favor in my own way.
I have to carve out my path to change the situation." by Squall in Dissidia Final Fantasy

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Ralink 2860 sta on linux

This is the first of (hopefully) a series of tutorials for getting stuff to work under linux. Currently I'm using Sabayon 5.2 on an EEEpc 901.
Right out of the box, everything worked fine, except my wireless card, a ralink 2860 sta.

sábado, 10 de abril de 2010

Fui a uma festa de trance e ganhei um pau.